É sem dúvida um título que dá que pensar. E quando não se vê, pode-se sempre imaginar. Gosto de pensar que as estrelas são seres humanos, como nós. Podemos conversar com elas, contar-lhe as ‘nossas coisas’ e elas ouvem-nos sempre com um sorriso. Eu sei, isto pode parecer inocente da minha parte, mas acredito em estrelas e acredito que elas existem por alguma razão. Não são meramente decorativas, não servem para enfeitar o céu. Não são bonitas só porque se põem no topo da árvore de natal. As estrelas verdadeiras têm um significado. Cada uma delas é uma resposta. Lembro-me de quando estava ao telemóvel contigo e a única coisa à minha volta eram estrelas. O fundo era preto e havia tantos pontinhos brilhantes no céu, que nem que ficasse a noite toda a contá-los conseguia terminar. Foi na altura da decisão. E quer acredites quer não, foi lá que encontrei algumas das minhas respostas. Houve noites e noites seguidas em que me sentei junto ao muro branco e fiquei a olhar para elas, enquanto pensava em ti. E foi o ‘sorriso’ de uma delas em especial, que me ajudou a perceber o sentido das coisas. A minha estrela. Aliás, a partir daquele dia passou a ser ‘nossa’, embora nunca te tenha contado.
E enquanto for assim, enquanto encontrar as minhas respostas em coisas simples como esta, nada vai impedir-me de ser feliz.
Nem agora, nem nunca. E sabes porquê? Porque as estrelas são infinitas, assim como a minha/nossa felicidade.